Mauro Amaral
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Obrigado !
E o tempo voa, por entre as linhas daquele a que todos chamam de destino. Cada dia nutre uma nova moralidade, um novo ensinamento. Pode parecer estranho que, do nada, eu saiba dizer isto mas aprendo, agora, a viver. Antes sabia levar um estilo de vida que consistia em viver em função de uma pessoa que não eu mas, uma vez que tudo isso teve o ponto final que, por sua vez, foi definitivo, senti a necessidade de aprender a viver para mim, por mim. Nem sempre necessitamos de um apoio especial para que tudo corra pelo melhor, não necessitamos de fugir ao passado para enfrentar o futuro. A força interior tem de ser o nosso grande ponto de partida, tudo o resto vem por acréscimo... Não quero lamentar-me do ano que passou, foi bastante bom, com imenso sentimento, com muitas emoções, discussões, vivências especiais, "primeiras vezes", enfim... tanto, que recordo com aquele eterno aperto no coração. Ontem, talvez me culpasse de forma negativa pelo facto de tudo isso ter acontecido e ter sido apenas ilusão, por tudo isso nunca ter passado de uma "formalidade" em que duas pessoas se moldavam e, para tal, se deixavam levar num mundo que não era o seu, vindo isso mais tarde a dar um "fim" do tamanho do mundo, tão grande que hoje me faz imensa confusão ver tal pessoa, me incomoda, deixa agoniado, não pelo facto de a ver mas porque traz uma recordação, aquela do que um dia ela fora e daquilo que é hoje. Enfim, rezo, todos os dias, para que tal pessoa tenha a mesma dignidade que eu e se dê ao luxo de me deixar viver sem se cruzar na minha vida propositadamente. Talvez não fosse pedir demais, ou talvez fosse, não sei, depende de até que ponto ela se poderá sentir afectada, ou da necessidade que terá de me ver, ou de me fazer sofrer, não sei.. Não quero saber, apenas gostava de respeito, aliás, reciprocidade em relação à minha atitude. Não, não falo de forma a produzir "indirectas" ou algo que se assemelhe. Desabafo, porque o que uns chamam de papel, eu chamo de teclado, apenas isso.. Contudo, estou feliz, e isso, venha quem vier, considero o mais importante. Devo-o a todos os meus amigos e amigas, a todos aqueles que me ajudam, não porque saibam disto ou daquilo mas porque quando estou com eles não penso em nada que não mereça a minha atenção, o meu pensamento.. Um grande obrigado a todos! Obrigado, sobretudo, Joana Rita Matos, por todo o tempo que perdeste a dar-me a tua atenção e pela tua preocupação para com a minha pessoa.. ;)
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